quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Como a Samsung superou a Sony

Como a  Samsung superou a Sony

 

 

Em toda história de sucesso  Kum-H ee Lee, presidente e filho do fundador da empresa, visitou algumas lojas de eletrodomésticos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em cinco minutos, percebeu que os produtos da Samsung juntavam poeira nas prateleiras do fundo, naquele espaço reservado às bugigangas baratas, enquanto os lânguidos aparelhos da Sony brilhavam nas vitrines do maior mercado do planeta, depois da morte de seu pai, voltou a Seul determinado.a fazer mudanças a qualquer custo. Para explicitar a crise, exigiu que os funcionários chegassem ao trabalho duas horas mais cedo todos os dias. Dois anos depois, Lee sentiu necessidade de um gesto ainda mais dramático para levar a Samsung ao campo da qualidade. Ao perceber que a primeira linha de celulares da empresa saíra de uma fábrica em Gumi repleta de defeitos, determinou que os 150 mil aparelhos fossem empilhados e queimados no pátio da fábrica, ao custo de US$ 50 milhões. Choque e vergonha sacudiram os alicerces da companhia, fundada sobre rígidos princípios de hierarquia.

O incêndio de Gumi assim como o manifesto da mudança de 1993 constituem marcos indeléveis da história da Samsung. A partir desses eventos, desencadeou-se no coração da companhia um movimento planejado em direção ao exterior. Ele transformaria a empresa coreana, em pouco mais de uma década, de fabricante de commodities eletrônicas naquilo que ela é hoje: a maior e mais lucrativa fabricante de bens de consumo digitais do mundo, o mais elevado entre as corporações fora dos EUA. Seus aparelhos de TV e vídeo disputam espaços de requinte antes reservados às grandes marcas americanas e japonesas.

Não por acidente, a Samsung é hoje a maior fabricante mundial de TVs de tela plana, assim como de semicondutores, e ocupa a terceira posição entre os fabricantes de celulares - além de estar presente, de maneira substancial, em prateleiras essenciais como computadores e tocadores de MP3. Como conseqüência disso tudo, a presença da companhia tornou-se verdadeiramente global.

8 LIÇÕES DA SAMSUNG:
1- Corte custos para aumentar a competitividade de curto prazo.
2- Gaste em pesquisa com tecnologias vitais para competir no longo prazo.
3- Nunca entre em um novo mercado ou linha de produtos se não houver chance real de tornar-se líder.
4- Adapte-se rapidamente.
5- Elimine sem pena qualquer negócio que não produza lucros crescentes.
6- Seja o primeiro a colocar no mercado produtos inovadores.
7- Melhore permanentemente a cadeia de suprimentos e as decisões da gerência.
8- Ponha a qualidade em primeiro lugar.

Fonte: Época Negócios

 

Elias Espinola

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